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O
BÊ-Á-BÁ DA FELICIDADE
Aprenda com Dalai Lama
a arte de viver bem consigo mesmo
O maior líder espiritual
budista da atualidade é um senhor de jeito simples e
sorriso constante nos lábios. Dalai Lama
conquista seguidores com palavras otimistas e idéias
revolucionárias, como amor ao
inimigo, compaixão e tolerância.
Desde os anos 60, sai pelo país, o Tibete, há anos
dominado pela China. Em seus livros, como A Arte da
Felicidade - Um Manual para Vida, ele mostra como
derrotar a ansiedade, a insegurança e o desânimo.
Mas o budista não traz verdades prontas, apenas
aconselha o leitor a valorizar o que está ao
seu alcance. No Brasil, o manual ganhou fama e está
entre os livros mais vendidos. Separamos algumas das lições
dessa obra para você refletir:
A verdadeira felicidade está mais
relacionada à mente e ao coração.
Aquela que depende do prazer físico é instavél.
Ou seja, não precisamos de fama, de um corpo
escultural nem mesmo do parceiro perfeito para rir à
toa. É nosso estado mental, muito mais do que os
acontecimentos corriqueiros, que nos deixará bem. Alguns
fatos podem produzir uma sensação temporária
de alegria ou de tristeza. Um aumento de salário, por
exemplo, realmente nos deixa animados por um tempo. Mas a euforia
passa logo. A verdadeira felicidade, então, não é
aquela que está ligada a fatores externos, como mais grana
no bolso. São realmente felizes as pessoas que
conseguem encarar a vida com serenidade, nos bons ou nos maus
momentos.
Se você anda insastifeita com a vida, lembre-se
que sempre haverá alguém em condições
muito piores que a sua. Ficou chateada porque faltou grana
para comprar uma roupa nova? Dê graças a DEUS
por pelo menos ter algo para se proteger do frio.
A generosidade também é importante.
Quem sente compaixão tem mais facilidade para lidar
com as outras pessoas. A bondade e o amor são
sentimentos que propiciam relacionamentos. Graças a eles,
percebemos que todos os seres humanos são iguais.
O ódio e a raiva são nossos
maiores inimigos. Esses sentimentos não têm
função alguma e só nos fazem mal. O melhor
remédio para dar um fim neles são a paciência
e a tolerância.
Tentar fugir de algumas situações
difícies, como adiar uma conversa espinhosa com o marido,
pode proporcionar alívio temporário, mas não
resolve o assunto. Enfrentar esses momentos nos dá
mais condições de avaliar a profundidade das
questões. É como numa batalha: enquanto você
ignorar a capacidade de combate do inimigo, estará
completamente despreparado e paralisado pelo medo. No entanto, se
você conhecer as táticas de seus adversários,
ficará muito mais fácil encará-los.
Ao buscarmos a felicidade, não estamos
beneficiando apenas a nós mesmos. Todos os que vivem à
nossa volta são influenciados também. Quando
descarregamos nossa raiva num colega de trabalho, ele pode reagir
da mesma forma. Se, ao contrário, estamos sempre de
alto-astral, as pessoas com quem convivemos acabam se
contagiando e ficam alegres também.
Se estiver muito difícíl resolver um
problema qualquer, não precisa se descabelar. Mantenha a
cabeça fria e guarde suas energias para buscar uma
solução. Se não houver jeito, paciência.
Afinal, por que vamos nos desesperar quando já não
podemos fazer mais nada a respeito?
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A Arte da Felicidade - Um Manual para Vida.
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