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Artigo/Entrevista
retirado do JORNAL DA LÍLIAN DEPRESSAO E ANSIEDADE: QUANDO É NORMAL E QUANDO JÁ VIROU DOENÇA! Sábado, 20 de janeiro de 2001, 03h55min Olá... nós estamos de novo com nosso especial de fim-de-semana para falar sobre ansiedades, depressão, distúrbios psicológicos que às vezes deixam todo mundo na dúvida. Será que estou doente? Será que estou passando só por um momento difícil da vida ou um momento singular da vida de todos nós? Os nossos convidados são os psiquiatras: Márcio Bernik - coordenador do AMBAN - Ambulatório de Ansiedade, do instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo e Renério Fraguas Júnior - coordenador do grupo inter-consultas, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Lillian - Dr. Márcio o que é uma ansiedade que já demanda cuidados médicos e o que é uma ansiedade normal? Dr. Márcio - Ansiedade normal todo mundo tem. É a ansiedade que faz com que a gente fale com cuidado perante uma audiência importante. Ou que a gente não durma no segundo tempo de uma partida de um jogo de futebol. Ou que faz uma pessoa ficar acordada na véspera de uma prova sem ir deitar. É uma ansiedade motivante. Ela dá energia para enfrentar um risco antecipado. Lillian - Um pouco de adrenalina é a adrenalina saudável. No caso do jornalista, por exemplo, adrenalina da pré-estréia, adrenalina do vivo. Ou mesmo do vestibular ou do primeiro dia do trabalho. Dr. Márcio - Não só útil como, às vezes, até gostoso. A questão é a diferença entre a ansiedade normal e a ansiedade patológica. A ansiedade patológica é aquela que pára de te ajudar. A partir do momento em que a ansiedade te inibe, ela te impede de agir, ela te incapacita. Mesmo que não te incapacite totalmente, mas prejudica na competição com os outros. Ou então você passa a ter um sofrimento muito grande. Uma coisa é quando você não gosta de lugares muito cheios; outra é quando você não consegue mais pegar o metrô. Ou não quer mais trabalhar porque tem muito congestionamento, ou para não ter que falar em público escolhe matérias, na faculdade, que não têm seminário para apresentar. Ou, ainda, quando as preocupações são tão grandes que você acaba perdendo negócios, perdendo oportunidades, porque você não consegue tomar decisão nenhuma de tanta preocupação que você tem. Nesse momento a ansiedade não está te protegendo, ela está puxando o seu tapete. Lillian - Dr. Renério, o que o senhor tem notado na sua experiência cotidiana? Dr. Renério - Existe, também, uma série de outros indícios que mesmo que a pessoa não perceba, já pode significar um problema de saúde. Alguns estudos têm revelado que algumas pessoas com muitas crises de raiva acabam desenvolvendo problemas cardíacos. Mesmo que elas não percebam no primeiro momento que isso esteja prejudicando ou atrapalhando no trabalho, porque ela tem uma posição tal que todos agüentam a raiva dela ou as crises de ira. Mesmo assim a pessoa está com problemas de saúde, porque a irritabilidade, a crise de raiva está danificando o coração dela. Lillian - Eu queria passar informação para o público. O que ele pode pensar que não é um problema, mas deve ficar atento? Dr. Renério - Acho que esse é um bom exemplo. Quem tem crises de raiva com frequência, por exemplo, não se incomoda muito. Quando você tem medo excessivo, ou uma ansiedade excessiva, você sente o desconforto. A crise de raiva é importante porque foge um pouco a essa regra. Mas nós ainda estamos em um estágio inicial na análise dos transtornos emocionais diagnosticados pela alteração ou de comportamento ou de sensação da pessoa. Mas estamos evoluindo um pouco nisso. Ou seja, estamos começando a identificar algumas alterações fisiológicas que mostram que nossos transtornos dão prejuízos no metabolismo neuronal, prejuízo de consumo de oxigênio, prejuízo do metabolismo da glicose. Em outras palavras, existe um correspondente fisiológico indicando que há um comprometimento de saúde. Não é só uma questão de comportamento fora de regra ou não aceito, ou um sofrimento emocional que nem sempre existe como no caso da crise de raiva. Dr. Márcio - Há um paralelo fácil para as pessoas entenderem: o paralelo da dor. Dor é normal. Existem algumas síndromes em que as pessoas não têm dor. Elas não sobrevivem além dos 4, 5 anos de idade, por acidentes múltiplos etc. A dor pode ser normal e útil, porque ela te protege. Você medica a dor. Muitas reações do organismo são normais, às vezes, e adaptativas. Elas são uma coisa da nossa evolução como animais e visam a nossa sobrevivência imediata. Elas não visam o conforto, bem-estar e muito menos saúde a longo prazo. Então, por exemplo, se você está em uma situação com extrema ansiedade, isso até vai deixar sua mente mais apurada, mais rápida, melhora sua capacidade de decisões, mas também vai te levar a um aumento de hormônios de stress, vai te dar um sofrimento intenso, e a longo prazo compromete a sua saúde . Apesar de ser uma reação normal, porque o nosso organismo é feito para sobreviver agudamente, tem que sobreviver a esse tigre que está aqui. Não é uma coisa a longo prazo. Lillian - Por exemplo, a adrenalina da guerra tem que durar, não é? Dr. Márcio - Tem que durar enquanto você está em combate. Se não você não sobrevive. A adrenalina é o hormônio do chamado de stress, o cortizol é um outro hormônio de stress. A ação desses hormônios no organismo serve para te mobilizar para a luta. Claro que a maioria das coisas que geram stress hoje não são resolvidas com a luta física: um atrito com o chefe, problema conjugal. É necessário usar outras habilidades. Mas a sua reação biológica é como se fosse a guerra física. Além do sofrimento, isso a longo prazo leva a muitos problemas de saúde: cardíacos, cortizol elevado cronicamente, envelhecimento cerebral precoce com prejuízo da memória. A mensagem que a gente tem é: problemas emocionais não são uma forma de fraqueza moral, uma coisa que a pessoa tem que agüentar para provar que é forte. E se ela não se cuida vai ter um comprometimento a longo prazo, além do sofrimento; quer dizer, mesmo que ela queira ter uma postura espartana ou forte mesmo, ela está se prejudicando. Dr. Renério - Esse raciocínio do dr. Márcio desenvolveu para ansiedade patológica também vale para depressão. Lillian - E a ansiedade depressiva? Dr. Renério - É comum a ocorrência dos dois sintomas. As pessoas que têm depressão muitas vezes apresentam ansiedade e vice-versa. É comum encontrar os dois sintomas: é a comorbidade (a presença dos dois transtornos). Há o aspecto normal do sentimento depressivo. É essencial que nós tenhamos o sentimento da depressão. Sem ele a pessoa também não vai para a frente na vida. Lillian - Está na moda dizer: viver o luto, viver a tristeza. E que a tristeza não pode ser medicada com antidepressivo. Dr. Renério - Exato. O luto, a tristeza, o sentimento depressivo. Por exemplo, uma pessoa vai ao cardiologista e recebe a notícia de que deverá fazer um determinado tratamento cardíaco, por causa de um problema. Receber a notícia implica um sentimento depressivo. Se você não elabora sua decepção de não estar com a saúde perfeita acaba se dando mal. Lillian - Depressivo ou de tristeza? Dr. Renério - De tristeza ou depressivo no sentido de tristeza. Lillian - Agudo ou rápido? Dr. Renério - Eu gostaria muito de usar o nome depressivo só para transtorno. Mas é de uso comum falar: estou deprimido, quando na verdade eu estou só triste. A tristeza é natural... já a depressão; se nós pudéssemos reservar esse nome só para transtorno seria ótimo. Mas é que esse nome já é consagrado como algo natural de se ter. Ter esse sentimento de tristeza é saudável. Lillian - Vamos falar de alcoolismo. Há pesquisas médicas? Pode ser hereditário? Hoje está nos jornais que há um tipo de proteína que pode levar a obesidade a ser a causa da diabete do tipo dois. O gordo e o alcoólatra, em alguns casos, também não seriam culpados e podem ter propensão genética. Eu pergunto: será que o alcoolismo ou a compulsão pela comida que vai deixar o sujeito gordo e depois diabético do tipo dois não são também avisos de que essas pessoas precisam de tratamento psiquiátrico? Dr. Márcio - É uma pergunta complicada. Existe um padrão de comer compulsivo que pode ser ou não obesidade, às vezes você tem paciente que come compulsivamente e depois vomita. Mas você tem obesidade cultural e tem obesidade compulsiva. Assim como na questão do alcoolismo, existe uma propensão genética biológica. Têm pessoas que são mais predispostas a desenvolver a obesidade, pessoas mais predispostas a desenvolver o alcoolismo. Lillian - E o garoto de 18 anos que está bebendo demais? Qual a informação para os pais? Ele é um candidato a depressivo e deve procurar um psiquiatra? Ou não? Ou apelar para o auto-controle? Dr. Márcio - Ele deve procurar ajuda psiquiátrica para o alcoolismo. A grande questão é se o alcoolismo e o comer compulsivo são reflexos de depressão ou ansiedade patológica. Pode ser e pode não ser. Pode ser a compulsão ao álcool ou a compulsão por comer, que também é um problema psiquiátrico. Assim como alguém tem predisposição para comer excessivamente ou predisposição para ter crises de pânico quando submetido a stress de vida excessivo. Há um estudo que tentou verificar a variância, que é a chance de ocorrência de pânico em uma pessoa: quanto depende da história familiar e quanto depende do stress ambiental, como perdas precoces, acidentes, dificuldades financeiras crônicas, dificuldades conjugais crônicas etc. E 70% da variância, da chance de a pessoa desenvolver a doença, é genético; só 30% vai depender da vida que ela tem. Esse estudo ajuda a pessoa a sentir que ela tem menos culpa ainda. A pior coisa que alguém com uma doença dessas pode sentir é que ela é culpada: além do pânico, vai ter também a depressão. Dr. Renério - O álcool e o comer compulsivo de fato são considerados transtornos hereditários, mas independentes da depressão. O que existe é que com freqüência a pessoa fica gorda e depressiva ou vice-versa. Existe uma comorbidade. Nós encontramos os dois transtornos na mesma pessoa. O comer compulsivo pode ser um alerta para depressão? Até pode. Mas por si só já é um alerta. Já é um problema. Mesmo que a pessoa não tenha depressão o comer compulsivo é um problema que merece ser tratado Lillian - É um alerta de quê? Dr. Renério - De que a pessoa está com uma disfunção no comportamento de comer. Lillian - Um alerta fisiológico? Ou um distúrbio psicológico? Dr. Renério - As duas coisas. Nós sempre somos as duas coisas. Todos os nossos comportamentos são de algum modo associados e existe o concomitante fisiológico. Achar graça de uma piada: você achou graça psicologicamente porque seus neurônios também acharam graça. Se você estiver com o metabolismo comprometido, não vai achar graça na piada, mesmo que seja uma piada ótima. Ou seja, para você viver psicologicamente bem, você precisa estar com seu organismo bom. Então, nós sempre temos transtornos psicológicos, fisiológicos e orgânicos. Lillian - Então, continuando no exemplo da comida compulsiva. Primeiro depende da força de vontade de cada um? Dr. Renério - Quando vem o transtorno a força de vontade já está comprometida. Esse é o aspecto importante. Porque quando a força de vontade não consegue coordenar é porque tem alguma coisa que está gerando um transtorno naquela pessoa. Lillian - Quando um adolescente começa a passar do peso e é portanto visivelmente um candidato a comedor compulsivo. Os pais devem encaminhá-lo para uma reeducação alimentar e a ansiedade pela comida ainda tem chance de ser curada? Dr. Márcio - Há duas coisas: transtorno de ansiedade e transtorno dos controles de impulsos. No transtorno de ansiedade você age para evitar um desprazer, um desconforto. Exemplo - Tenho uma fobia social. Incapacidade de falar em público. Então, o meu comportamento é marcado para evitar o profundo sofrimento de falar na frente dos outros. Lillian - Mas isso não é mais fácil de o paciente perceber e diagnosticar do que o exemplo da comida? Dr. Márcio - É mais fácil, mas a imensa maioria das pessoas não procura ajuda. Por causa da cultura "se ele fosse forte, reagiria". Lillian - Porque é caro, também. Os planos de saúde não cobrem. Dr. Márcio - Geralmente não cobrem. Nos transtornos de ansiedade as pessoas passam por um sofrimento. Nos transtornos do controle de impulso a pessoa fica com a mão gelada, saliva muito, o coração fica acelerado na antecipação de um prazer que a pessoa não consegue controlar. Pode ser: jogar compulsivamente, comprar compulsivamente, comer compulsivamente ou fazer sexo compulsivo. São situações prazerosas: a pessoa sabe que se ela não exercer muito aquele comportamento ela terá problemas. Há também outro tipo de comportamento que é o da fissura. Tem a sensação do prazer e o mal estar vem depois com a culpa. Um exemplo: uma pessoa normal ganha 2 quilos nas férias de janeiro e decide emagrecer sem comer sobremesa e tomar sorvete nos meses de fevereiro e março. Durante um almoço alguém comenta os novos sabores de sorvetes que estão sendo lançados. Você percebe que a pessoa começa a ficar excitada, empolgada. Isso é uma fissura decorrente da dieta que ela quis fazer nela mesmo. Cada vez que você tenta controlar um comportamento você gera fissura. Esse é um dos problemas, eventualmente, de você colocar em dieta esse adolescente que está começando a engordar. Em vez de ele comer com naturalidade, ele vai começar a se controlar para não comer e ter fissura de desejo de comer. Uma confusão. É por isso que eu falo. O limite do normal e do anormal é tão tênue que para explicar o anormal eu dei um exemplo normal. Todos nós que fazemos dieta temos fissura em relação àquilo que a gente não quer comer. Com o cigarro acontece a mesma coisa. A pessoa que pára de fumar tem fissura de cigarro. Você pede para um ex-fumante segurar um cigarro e você verifica que o coração aumenta a freqüência, a mão fica suada. É a mesma reação fisiológica que a gente tem quando está ansioso. Mas como a sensação está associada a prazer nós chamamos de fissura. Lillian - Então é errado dizer que a pessoa que entrou em uma confeitaria estava ansiosa? Dr. Márcio - Por conceito está errado. É fissura. É excitação. Você antecipa o prazer. É agradável. Depois que come entra em depressão, em culpa, em desconforto. Mas durante o prazer a pessoa tem a satisfação, fica calma. Outro exemplo. Uma pessoa sexualmente promíscua que se propõe a não ter novos parceiros sexuais porque existe risco de doenças. Mas acaba saindo na noite e termina tendo relação sexual altamente gratificante, mas com uma pessoa desconhecida. No dia seguinte ela está péssima. Os transtornos de controle do impulso em que a pessoa perde o controle estão ligados a atividades que dão prazer: comprar é gostoso, jogar (para quem gosta é prazeroso), a droga é prazerosa, comer é gostoso. Dr. Renério - O ato de comer não é só alterado por um transtorno do impulso. Ele pode ser alterado por uma série de transtornos. Pode ser com falta de ou com muito apetite. Lillian - A pessoa deve procurar tratar do problema mental ou procurar um remédio? Dr. Renério - Depende da pessoa. Ela precisa do diagnóstico de um profissional para saber. O melhor é o tratamento combinado: remédio e terapia.Todas as pesquisas indicam que o combinado é o melhor. Lillian - Tem gente que tem menos neurotransmissores? Dr. Renério - Não é exatamente isso. Mas têm pessoas com predisposição hereditária, genética para ter depressão. Lillian - O que dá vontade de comer chocolate? É serotonina? Dr. Márcio - Pegando o seu exemplo, que é a compulsão alimentar. Nós não sabemos se a falta de serotonina leva à compulsão alimentar. Mas sabemos que o aumento do nível de serotonina melhora. Para que os remédios à base de serotonina funcionem é necessário que as células cerebrais estejam íntegras. O ecstasy leva à destruição de um sub-tipo de células de serotonina: são as fibras serotonérgicas finas por super estimulação. E as pessoas que até então têm um comportamento normal desenvolvem uma depressão ao longo dos meses e anos de uso que é intratável com antidepressivo serotonérgicos. Porque você não tem a célula alvo, onde o remédio iria agir. Dr. Renério - Sabemos que a falta de carinho na infância (primeiros 07 anos de vida) como: separação traumática dos pais, dificuldades emocionais, dificuldades na infância, mortes dos pais aumentam o risco de depressão na adolescência ou na idade adulta. A terapia ajuda a superar os traumas, mas não há estudos que provem que ela possa evitar o risco de a pessoa desenvolver a depressão. Dr. Márcio - O transtorno de pânico é genético. O psiquiatra trata o adulto e começa a tratar os filhos (entre 15 e 25 anos) quando começam a apresentar alguns sinais. Antes fica em estado de alerta, em observação, junto com os familiares. Lillian - E o alcoólatra? Dr. Renério - A pessoa que tem dependência do álcool tem um transtorno especifico. Há medicamento que diminui o consumo de álcool. Mas para a depressão, por exemplo, quando aumentamos a concentração de serotonina, ou aumentamos a concentração de noradrenalina ou de dopamina, verificamos uma melhora dos sintomas ou geralmente uma melhora completa da depressão. E com esses medicamentos a pessoa começa a rir, melhora a concentração, passa a ter interesse, diminui a irratibilidade. Dr. Márcio - Darei um exemplo para explicar o problema do alcoólatra. O exemplo é do pânico. O comportamento e o biológico são duas faces da mesma moeda. Em algumas doenças alguma face é maior que a outra. Começamos pelo pânico. Na face/crises - o lado biológico é mais forte. O lado fobia em que você desenvolve como uma conseqüência do pânico, o lado comportamental de aprendizado é mais forte. Então, a terapia ajuda mais a fobia do que o pânico. E o remédio ajuda mais pânico que a fobia. Então, os dois lados são os dois lados da mesma moeda. Mas não são iguais. O alcoolismo é uma das patologias em que o remédio (há um ou dois medicamentos) é muito menos importante do que a terapia familiar e pessoal. O alcoolismo, assim como o consumo de drogas, é um transtorno em que o aspecto comportamental é muito importante. Dr. Renério - Eu gostaria de falar também sobre o preconceito em relação à pessoa que tem depressão e ansiedade. As pessoas, em geral, acham que é falta de força de vontade. Depressão é transtorno. É um problema de saúde. A pessoa que está com depressão não é fraca. Ela merece um cuidado como quem tem um diabetes, depende do organismo dela, da predisposição genética. Ela não é culpada pelo problema que tem. E a depressão tem várias apresentações: a tristeza; em adolescentes é muito comum a irritabilidade; os cardiopatas, pessoas que passaram por cirurgias ou tiveram algum tipo de doença, geralmente perdem a paciência; outras vezes as pessoas estão trabalhando normalmente, mas perderam o prazer de viver; muitas têm dificuldade de concentração; outras comem muito, outras perdem o apetite. Nos Estados Unidos, a depressão é um problema de saúde pública e há estudos que mostram o prejuízo econômico que o país tem com a doença para tentar o tratamento. A prevenção consistiria em evitar uma situação de stress crônico. Ter qualidade de vida. Lillian - Qual seria o encaminhamento para evitar a picaretagem? Dr. Renério - Um bom diagnóstico, que pode ser feito pelo psiquiatra ou pelo médico da família. Mas é necessário dizer ao médico de confiança, ao da família, o que a pessoa está sentindo, quais são as queixas, para que ela possa ser encaminhada. O diagnóstico é fundamental para que o paciente possa ser bem encaminhado. |
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